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S10 Trail Boss 2027 custa R$ 341.290; a usada de 2018 sai por 41% disso

A Trail Boss traz suspensão Ironman e 207 cv. A Fipe mostra a S10 LTZ 4x4 de 2018 por R$ 139.563, com a mesma caçamba e a mesma reduzida.

A Chevrolet S10 Trail Boss chegou à linha 2027 como a segunda versão mais cara da picape, a R$ 341.290. O teste da Autoesporte mediu tudo o que ela faz de diferente, mas o dado mais útil para quem compra picape não está na ficha de desempenho: está na velocidade com que a S10 sai do estoque e no quanto ela custa para manter.

O que a Trail Boss entrega por R$ 341.290

Chevrolet S10 Trail Boss 2027 prata vista em tres quartos traseiros, parada sobre o piso de concreto de um estacionamento aberto ao fim da tarde. A picape de cabine dupla tem santantonio preto sobre a cacamba, faixas grafite na tampa traseira com a inscricao CHEVROLET em relevo, emblema TRAIL BOSS na lateral da cacamba, estribos laterais pretos, rodas de liga leve pretas de 18 polegadas com pneus mistos e a carroceria elevada pela suspensao reforcada. Ao fundo, vegetacao e predios desfocados sob luz dourada.

A parte cara é mecânica de verdade, não adesivo. A suspensão foi desenvolvida com a australiana Ironman, com molas e amortecedores reforçados, e deixou a picape 3 cm mais alta. O ângulo de entrada subiu para 32,5 graus, um dos maiores da categoria, e os pneus são mistos Pirelli Scorpion All Terrain em rodas de 18 polegadas.

O motor é o 2.8 Duramax turbodiesel que passou por mais de 30 mudanças na reformulação de 2024, com 207 cavalos e 52 kgfm, ligado ao câmbio automático de oito marchas herdado da Colorado norte-americana. Nos testes da Autoesporte, a picape foi de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos, 1,1 segundo à frente da Toyota Hilux e 0,7 segundo atrás da Ford Ranger V6. O consumo medido ficou em 9,1 km/l na cidade e 12,6 km/l na estrada.

A caçamba segue com 1.061 litros, 1.000 kg de capacidade de carga e 750 kg de reboque, os mesmos números das outras versões da linha.

Onde a conta aperta

Por mais de R$ 340 mil, a lista de ausências incomoda: não há piloto automático adaptativo, câmera de visão 360 graus, banco do motorista elétrico nem sensor de chuva. Sensor de estacionamento só entra como acessório. O freio de mão continua sendo de alavanca, ocupando o console, e setas, luz de ré e iluminação de cabine ainda usam lâmpadas halógenas.

A tração 4x4 é do tipo temporária, sem diferencial central, o que impede o uso em asfalto seco. Ranger e Ram Dakota já oferecem o modo 4A, com distribuição eletrônica, e seletores de terreno que a S10 não tem. No espaço, o entre-eixos de 3,10 metros e o encosto traseiro muito vertical cobram o preço de um projeto que nasceu em 2012, e não há saída de ar para quem viaja atrás.

Os números que decidem a revenda

Aqui a S10 vira outra picape. O pacote das seis primeiras revisões, que cobre seis anos, custa R$ 10.312, contra R$ 11.034 da Hilux, R$ 12.949 da Mitsubishi Triton e R$ 14.064 da Ranger. São R$ 3.752 de diferença entre a mais barata e a mais cara de manter, só em revisão programada.

No giro de estoque, a S10 lidera. O indicador MDS da Indicata, citado no teste, mede quantos dias o modelo demora para ser vendido, e quanto menor, melhor: 63,4 para a S10, 67 para a Triton, 68 para a Hilux e 70 para a Ranger. Em valorização acumulada de 2026, a S10 subiu 2,5%, atrás só da Hilux, com 3,1%, e à frente de Triton (1,5%) e Ranger (0,8%). Em um ano em que o preço do usado quase parou de subir, segurar valor é notícia.

A S10 usada na tabela Fipe

Chevrolet S10 LTZ 2.8 turbodiesel 4x4 cabine dupla 2018, na cor vinho escuro, vista em tres quartos traseiros enquanto roda por uma estrada asfaltada de pista simples ao entardecer; a luz baixa e dourada bate na lateral direita, o para-choque traseiro cromado, os estribos laterais, as barras de teto e as lanternas verticais aparecem em detalhe, e sao visiveis o emblema Chevrolet no meio da tampa da cacamba, a inscricao 2.8 CTDi a direita e o adesivo 4x4 na lateral da cacamba; ao fundo, mata verde desfocada pelo movimento

É aqui que o teste vira decisão de compra. Na Fipe de setembro de 2026, a S10 LTZ 2.8 turbodiesel 4x4 cabine dupla automática, a configuração que mais se aproxima da Trail Boss em mecânica, aparece assim:

  • 2025: R$ 243.351
  • 2024: R$ 193.258
  • 2023: R$ 176.058
  • 2022: R$ 167.148
  • 2021: R$ 161.743
  • 2020: R$ 150.772
  • 2019: R$ 144.580
  • 2018: R$ 139.563
  • 2017: R$ 132.583

O degrau entre o 2024 e o 2025 é de R$ 50.093, o maior salto de um ano para o outro em toda a série, e coincide com a chegada da linha reestilizada, que trouxe o motor de 207 cavalos e o câmbio de oito marchas. Antes disso, o mesmo 2.8 Duramax entregava 200 cavalos com câmbio automático de seis marchas.

Ou seja: uma S10 LTZ 4x4 automática de 2018 custa R$ 139.563 na tabela, R$ 201.727 abaixo da Trail Boss zero quilômetro. É a mesma família de motor, a mesma caçamba de 1.061 litros, a mesma tração 4x4 com reduzida e a mesma capacidade de uma tonelada. O que não vem junto é a suspensão Ironman, o câmbio de oito marchas, os 7 cavalos extras e as telas maiores.

Quem compra o quê

A Trail Boss faz sentido para quem vai usar os 32,5 graus de ângulo de entrada e a suspensão reforçada de verdade, com frequência, e quer garantia de fábrica. Para trabalho, reboque e estrada de terra ocasional, a conta muda de lado: a picape de sete ou oito anos entrega o serviço inteiro por menos de metade do valor, e ainda pega uma S10 no auge da liquidez, num momento em que a Nissan Frontier saiu de linha e reduziu as opções da categoria.

Se é esse o seu caso, vale olhar as S10 de 2017 a 2021 anunciadas na hoov e comparar com as de 2024 a 2026 antes de decidir. E se a picape for para render, o mesmo raciocínio vale para o resto da categoria: reunimos as picapes usadas para trabalhar a partir de R$ 42 mil.

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