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Song Pro, EX5 EM-i e Jaecoo 7: os três plug-in chineses de topo

As versões mais caras dos três SUVs plug-in chineses custam de R$ 199.990 a R$ 256.990. E a Fipe mostra o que o mesmo dinheiro compra no usado.

A Autoesporte colocou lado a lado as versões mais caras de três SUVs médios chineses que chegaram ao Brasil com a mesma receita: híbrido plug-in, aquele que recarrega na tomada e roda um bom pedaço do dia só no elétrico. Entre o mais barato e o mais caro do trio existem R$ 57 mil de diferença.

São o BYD Song Pro GS, por R$ 199.990, o Geely EX5 EM-i Ultra, por R$ 234.990, e o Jaecoo 7 SHS Prestige, por R$ 256.990. Abaixo está o que cada um entrega de fato. No fim, a conta que a comparação de zero quilômetro não faz: quanto custa hoje, na tabela Fipe de setembro de 2026, um plug-in do mesmo porte com alguns anos de rodagem.

BYD Song Pro GS

BYD Song Pro GS 2026 na cor azul-acinzentada, vista de tres quartos dianteira, rodando por uma rua urbana arborizada em frente a um predio de fachada envidracada. O SUV hibrido plug-in flex aparece em movimento, com os farois de LED acesos, grade fechada com o logotipo BYD em destaque, rodas de liga leve de dois tons, barras longitudinais no teto e placa dianteira escrita SONG PRO, sob luz natural de fim de tarde.

Custa R$ 199.990 e é o mais em conta dos três. Também é o único com motorização híbrida flex: o 1.5 aspirado aceita etanol puro, gasolina ou qualquer mistura entre os dois. Sozinho ele entrega 98 cavalos e 12,4 kgfm, e o motor elétrico soma 163 cavalos. Juntos, são 219 cavalos e 30,6 kgfm, independentemente do combustível.

A bateria de 18,3 kWh rende 72 quilômetros no modo elétrico pelo Inmetro. A BYD declara autonomia combinada de até 1.105 km com gasolina e 805 km com etanol. No consumo informado pela fabricante, são 15,9 km/l com gasolina na cidade e 13,5 km/l na estrada; com etanol, 11,7 km/l e 10,5 km/l.

O porta-malas de 520 litros é o maior do trio, mas o volume vem do fato de não haver estepe, e sim um kit de reparo. É também o único que não aceita recarga rápida: só corrente alternada, a até 6,6 kW, o que na prática significa carregar em casa durante a noite. Nos testes da Autoesporte, a versão só a gasolina, de 235 cavalos, fez 0 a 100 km/h em 8,2 segundos; para a flex, a BYD informa 8,8 segundos. Os preços do Song Pro anunciados hoje dão uma boa referência de como o modelo se comporta fora da tabela.

Geely EX5 EM-i Ultra

Geely EX5 EM-i Ultra 2027 na cor verde-escura, vista de tres quartos dianteira, rodando por uma rodovia arborizada sob luz de fim de tarde. O SUV hibrido plug-in aparece em movimento, com faixa de LED atravessando a dianteira, grade fechada com o emblema Geely no centro, rodas de liga leve de acabamento dourado, barras longitudinais no teto e placa dianteira escrita EX5.

Sai por R$ 234.990 e é o do meio no preço, mas o primeiro em duas coisas que pesam no dia a dia: bateria e espaço interno. São 29,8 kWh de bateria e 112 quilômetros no modo elétrico pelo Inmetro, a maior autonomia elétrica do trio, e ele aceita recarga rápida em corrente contínua. Com o motor a combustão entrando na conta, a marca fala em até 1.300 km de alcance.

O 1.5 aspirado de injeção direta rende 100 cavalos e 12,7 kgfm sozinho, e o motor elétrico entrega 218 cavalos e 26,7 kgfm. A potência combinada é de 262 cavalos e 38,7 kgfm. Pelo PBEV, são 14,8 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada. Na aceleração, os 8,1 segundos de 0 a 100 km/h medidos pela Autoesporte ficaram praticamente empatados com o Song Pro.

Tem 4,74 metros de comprimento e o maior entre-eixos do grupo, 2,75 metros, o que aparece no espaço traseiro: assoalho plano e vão generoso para as pernas. O porta-malas de 428 litros é o menor dos três, e a explicação é boa: esse é o único que traz estepe. A Geely vem crescendo rápido por aqui, o que tende a aumentar a oferta desses modelos no usado nos próximos anos.

Jaecoo 7 SHS Prestige

Jaecoo 7 SHS Prestige na cor azul-petroleo, vista de tres quartos dianteira, rodando por uma via urbana molhada entre predios em dia nublado. O SUV hibrido plug-in aparece em movimento, com gotas de chuva na carroceria, grade vertical de barras cromadas com o letreiro JAECOO no centro, farois de LED acesos, teto preto contrastante, rodas de liga leve escuras de cinco raios duplos e placa dianteira escrita JAECOO 7.

É o mais caro, a R$ 256.990, e o mais rápido. O 1.5 turbo de injeção direta entrega 135 cavalos e 20,4 kgfm, o motor elétrico soma 204 cavalos e 31,6 kgfm, e a potência combinada chega a 279 cavalos, a maior do trio. O torque combinado, de 37,2 kgfm, fica abaixo do Geely. O 0 a 100 km/h sai em 7 segundos.

A bateria de 18,3 kWh rende 79 quilômetros no modo elétrico e aceita recarga rápida em corrente contínua. A autonomia combinada informada é de 1.200 km. Pelo PBEV, o consumo é de 15,1 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada.

Apesar do desenho quadrado, é o menor: 4,50 metros de comprimento, 2,67 metros de entre-eixos, 1,86 m de largura. O porta-malas de 500 litros também abre mão do estepe em favor do kit de reparo.

O que o mesmo dinheiro compra no usado

Aqui está o cruzamento que a comparação de zero quilômetro não mostra. Todos os valores são da tabela Fipe de setembro de 2026:

  • BYD Song Plus plug-in 2023: R$ 157.526
  • BYD Song Plus plug-in 2024: R$ 164.189
  • BYD Song Plus plug-in 2025: R$ 179.503
  • BYD Song Pro GS 2025: R$ 159.797
  • GWM Haval H6 PHEV19 2025: R$ 197.781
  • GWM Haval H6 GT plug-in 2023: R$ 205.814

Dois números saltam. O primeiro: o Song Pro GS 2025, exatamente a mesma versão de topo que custa R$ 199.990 zero quilômetro, está em R$ 159.797 na Fipe. São R$ 40.193 de diferença por um carro de um ano de uso. O segundo: o Song Plus 2023, plug-in maior que o Song Pro, sai por R$ 157.526, ou R$ 99.464 abaixo do Jaecoo 7 Prestige zero quilômetro. É quase um carro popular de diferença pela mesma tecnologia de recarga na tomada.

O movimento não é isolado. Os SUVs médios usados vêm girando mais devagar e negociando abaixo da tabela, e a chegada constante de modelos chineses novos empurra o preço do usado dessas mesmas marcas para baixo. Vale lembrar que a GWM está flexibilizando a linha de combustão, o que mexe na conta de quem compra um Haval H6 usado agora.

Antes de escolher, a pergunta que decide

Plug-in só compensa de verdade para quem recarrega em casa ou no trabalho. Sem isso, o carro passa a viver como híbrido comum, carregando o peso de uma bateria grande sem usar a parte barata dela. Por isso, a tomada na garagem pesa mais que a ficha técnica na hora de decidir entre os três.

Se a resposta for sim, o segundo filtro é a recarga rápida: Geely e Jaecoo aceitam corrente contínua, o Song Pro não. E se o orçamento apertar, um plug-in usado de dois ou três anos entrega a mesma experiência de rodar no elétrico por um valor bem distante do zero quilômetro. Na hoov dá para comparar o que está anunciado de verdade e ver se a diferença para a tabela justifica esperar mais um pouco.

#híbrido plug-in#suv médio#chineses#usados

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