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Nissan Frontier sai de linha no Brasil; sucessora será híbrida chinesa

A picape sumiu do site da Nissan após o fim da produção na Argentina. A sucessora é a Frontier Pro, híbrida plug-in de 410 cv feita com a Dongfeng.

A Nissan Frontier acabou no Brasil. A picape média sumiu do configurador do site oficial da marca, e a Nissan confirmou que a linha atual está concluindo o ciclo comercial no país depois de três gerações seguidas à venda. Não é falta de estoque temporária: a fábrica que abastecia o Brasil parou de produzir a picape no fim de 2025, e o plano B de importar a versão mexicana ficou pelo caminho.

O que exatamente saiu de linha

Nissan Frontier PRO-4X cinza em três quartos traseiro, a geração que sai de linha no Brasil

A Frontier que se despede é a geração com motor 2.3 biturbo diesel de até 190 cv e 45,9 kgfm, câmbio automático de sete marchas e tração 4x4. As últimas versões vendidas por aqui eram Attack, Platinum e Pro-4X.

A produção terminou na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, no fim do ano passado, dentro da reestruturação da Nissan no país vizinho, onde a marca passou a atuar por meio de um representante importador. Com isso, a fabricação da picape na América Latina ficou concentrada no México, e a expectativa era que o Brasil passasse a receber as unidades mexicanas. Isso não aconteceu.

Os números que explicam a decisão

Em 2025 a Frontier emplacou 5.091 unidades, queda de 45% sobre as 9.258 de 2024, e fechou o ano em sexto lugar entre as picapes médias. No mesmo ano, a Toyota Hilux liderou o segmento com 49.721 unidades.

Em 2026 a distância aumentou. De janeiro a julho, a Frontier emplacou 1.002 unidades, volume que só supera Foton Tunland (306), BYD Shark (415) e JAC Hunter (175). A Volkswagen Amarok, que também está no fim do seu ciclo atual, somou 2.274 no mesmo intervalo, mais que o dobro.

A sucessora é chinesa, híbrida plug-in e muito mais potente

A Nissan avisou que não está deixando o segmento. A substituta é a Frontier Pro, desenvolvida na China em parceria com a Dongfeng, que no Brasil se apresenta como DFM.

É uma picape híbrida plug-in: um 1.5 turbo a gasolina trabalha junto com um motor elétrico integrado ao câmbio, e o conjunto entrega 410 cv e 81,5 kgfm. A autonomia rodando só no elétrico é de 135 km pelo ciclo chinês de medição, com recarga na tomada. A tração é integral e a capacidade de reboque chega a 3.500 kg.

A base também muda. A Frontier Pro deriva da picape Dongfeng Z9 e mede 5,49 m de comprimento, 1,96 m de largura, 1,95 m de altura e 3,30 m entre eixos. O eixo traseiro abandona o feixe de molas e passa a usar molas helicoidais, a dianteira tem braços duplos independentes e há bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro. Por dentro, quadro de instrumentos de 10 polegadas, multimídia de 14,6 polegadas, bancos com aquecimento, ventilação e massagem em algumas configurações e sistema V2L capaz de fornecer até 6 kW para alimentar ferramentas.

Com esses números, ela chega como a segunda picape média mais potente do mercado brasileiro, atrás apenas da BYD Shark e seus 437 cv. O lançamento nacional ainda não tem data anunciada, mas protótipos já foram flagrados rodando em ruas brasileiras.

O que isso muda para quem quer uma Frontier

A partir de agora, a única Frontier disponível é usada. E o preço dela não é de carro em liquidação. Pela tabela Fipe de agosto de 2026:

  • Attack 4x4 2.3 biturbo automática 2023: R$ 163.975
  • Attack 4x4 2.3 biturbo automática 2021: R$ 141.736
  • LE 4x4 2.3 biturbo automática 2019: R$ 139.611
  • Pro-4X 4x4 2.3 biturbo automática 2023: R$ 195.798

Para comparar dentro do mesmo ano e da mesma receita mecânica, uma Toyota Hilux SRV 4x4 2.8 automática 2019 está em R$ 182.799 na mesma tabela. São R$ 43.188 a mais que a Frontier LE do mesmo ano.

Vale dizer o óbvio que costuma assustar: sair de linha não deixa o carro órfão. A Nissan segue vendendo outros modelos no Brasil, então rede de concessionárias e atendimento de peças continuam de pé. Quem saiu de cena foi a picape, não a marca. Movimento parecido acontece com a Volkswagen Saveiro, que já tem sucessora anunciada e segue firme no usado.

Comprar agora ou esperar a Frontier Pro

Faz sentido comprar a usada se o que você quer é picape média a diesel, 4x4, com câmbio automático e mecânica conhecida. Uma Frontier entre 2017 e 2022 entrega isso por um valor bem distante do que as líderes do segmento pedem no mesmo ano, como mostra a diferença de R$ 43.188 para a Hilux 2019.

Faz sentido esperar se o seu objetivo é justamente o que vem por aí: rodar no elétrico durante a semana, recarregar em casa e ter 410 cv quando precisar. E não é só a Nissan indo por esse caminho. A Ford Ranger terá versão híbrida plug-in flex e a nova Amarok já foi confirmada com plug-in, ou seja, o segmento inteiro está trocando de motorização.

Se a escolha for a usada, olhe o histórico de manutenção do 2.3 biturbo, o comportamento do câmbio automático a frio e sinais de uso puxando carreta com frequência. Na hoov dá para comparar as Frontier disponíveis por ano e por versão na mesma tela, sem precisar abrir dez abas.

#nissan#frontier#picapes#usados

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