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Novo Jeep Compass só chega em 2028 e o usado de 2017 custa R$ 84.522

A nova geração cresceu 15 cm e levou o porta-malas de 410 para 550 litros, mas só passa a ser feita no Brasil em 2028. O que muda no Compass usado até lá.

Se você está olhando anúncios de Jeep Compass usado nesta semana, provavelmente esbarrou na notícia da nova geração. Ela já foi apresentada na Europa, é um carro completamente diferente do que se vende aqui e corrige justamente as três reclamações mais repetidas por quem tem um Compass: espaço atrás, porta-malas e consumo. A parte que interessa para quem vai comprar usado é outra: esse carro novo não muda nada no seu ano de 2018 tão cedo.

Jeep Compass Longitude 2.0 flex 2019, da segunda geração brasileira, na cor azul metálico, fotografado em três quartos traseiro à noite em uma rua de asfalto molhado que reflete a luz amarelada dos postes. Aparecem as lanternas em LED acesas, o emblema Jeep e a inscrição Longitude na tampa do porta-malas, as rodas de liga diamantadas de duas cores e um muro de pedra com vegetação ao fundo. A placa está em branco.

O que a nova geração resolve

O Compass que está nas lojas brasileiras é a segunda geração, lançada aqui em setembro de 2016 e produzida em Goiana, no interior de Pernambuco. Foram mais de 500 mil unidades emplacadas, e ele chegou a ser o SUV mais vendido do país em 2017 e em 2018. Só que o projeto ficou praticamente o mesmo desde então.

A geração nova troca a plataforma, que é a base sobre a qual o carro é montado. Saiu a Small Wide 4x4 e entrou a STLA Medium, a mesma que já está embaixo do Peugeot 3008 e que vai servir também aos próximos Renegade e Commander. Na prática, o carro cresceu: 15 centímetros a mais de comprimento (4,55 metros), 8,5 centímetros a mais de largura (1,93 metro) e 16 centímetros a mais entre as rodas dianteiras e traseiras (2,80 metros).

Esse alongamento foi direto para o banco de trás. Segundo a Jeep, o espaço para as pernas na segunda fileira aumentou 5,5 centímetros. A Autoesporte, que dirigiu o carro na Espanha, confirma a diferença, com uma ressalva honesta: como a bateria fica embaixo do assoalho, o piso subiu, o banco foi montado mais baixo e quem é bem alto acaba com os joelhos mais dobrados do que gostaria.

O porta-malas é o ponto mais fácil de medir. O Compass atual leva 410 litros, número baixo para um SUV desse tamanho e a queixa clássica de quem viaja com a família. O novo leva 550 litros, com abertura elétrica pela chave.

Quanto ele custa onde já está à venda

Na Espanha, a nova geração começa na versão Altitude e-Hybrid, um híbrido leve, por 43.200 euros. Na conversão direta feita pela Autoesporte, isso dá R$ 257.472. O topo, o 4xe elétrico de 375 cavalos com tração nas quatro rodas, sai por 60.350 euros, ou R$ 359.686. Entre os dois há versões só elétricas, com autonomia declarada de 500 a 650 quilômetros no ciclo europeu.

Preço europeu não vira preço brasileiro, então o número serve para uma coisa só: mostrar em que faixa esse carro nasce.

O que vem para o Brasil, e quando

A Autoesporte apurou que, aqui, a Jeep deve trocar o motor 1.6 turbo usado lá fora pelo 1.3 turbo que já equipa o Compass brasileiro, com potência acima de 200 cavalos e capacidade de rodar com etanol. A fabricação nacional está prevista para 2028. E existe um cenário alternativo em cima da mesa: por questão de custo, a Stellantis pode manter a base atual e fazer uma reformulação profunda de visual, interior e motor em vez de trazer a plataforma nova.

Ou seja: entre hoje e 2028 são dois anos e alguns meses em que o Compass à venda no Brasil, novo ou usado, continua sendo o mesmo projeto de 2016.

O consumo, que é a reclamação número um

Vale dizer o número em vez de só chamar de gastão. Segundo o Inmetro, o Compass T270 2026, o 1.3 turbo, faz 7,3 quilômetros por litro na cidade e 8,6 na estrada com etanol. Com gasolina, sobe para 10,1 na cidade e 12,1 na estrada. É pouco para a faixa de preço, e é o que faz muita gente do segmento abastecer sempre com gasolina.

Na Europa, o motor 1.2 com sistema de 48 volts declara 17,1 quilômetros por litro, mas esse conjunto não vem para cá e a gasolina brasileira tem outra composição. O ganho real de consumo, portanto, só aparece quando o 1.3 flex de mais de 200 cavalos chegar.

O que isso muda no Compass usado hoje

Um carro que não tem substituto nacional à vista por dois anos não entra em queda livre de preço. O que ele faz é ficar previsível, e previsível é bom para quem compra.

Na Tabela Fipe de setembro de 2026, os degraus do Compass ficam assim:

  • Longitude 2.0 flex 2017: R$ 84.522
  • Longitude 2.0 flex 2019: R$ 90.507
  • Longitude 2.0 flex 2021: R$ 99.164
  • Longitude T270 1.3 turbo 2022: R$ 116.540
  • Longitude T270 1.3 turbo 2024: R$ 133.436
  • Longitude T270 1.3 turbo 2026: R$ 158.451

O Compass de 2017 vale hoje 53% do que vale o de 2026 na mesma versão. Nove anos separam os dois, e o carro é reconhecidamente o mesmo projeto, com o mesmo espaço interno e o mesmo porta-malas de 410 litros. A diferença grande está no motor, na multimídia e nos itens de assistência ao motorista.

Já entre o 2022 e o 2026, ambos com o 1.3 turbo, a diferença é de R$ 41.911, ou 26% em quatro anos. É a faixa em que o SUV médio brasileiro vem demorando mais para sair das lojas, o que dá espaço para negociar.

Se o seu orçamento é o do 2022 para cima, vale comparar o Compass com o resto da prateleira antes de fechar. Se o seu orçamento é o do 2017 ao 2019, aí o Compass fica interessante de verdade: já sofreu a depreciação pesada, tem rede de oficina em todo canto por causa das 500 mil unidades rodando, e o carro entrega o mesmo tamanho de quem pagou o dobro.

Para comparar preço de anúncio com a tabela, dá para olhar os Compass de 2017 a 2021 e os Compass de 2022 a 2024 lado a lado na hoov.

O que checar antes de fechar

  • Câmbio automático de nove marchas (nas versões 2.0): pergunte pelo histórico de troca de óleo do câmbio. É o item que mais aparece em relato de dono.
  • Corrente do comando no 2.0 flex: ouça o motor frio, sem rádio, e desconfie de barulho metálico nos primeiros segundos.
  • Porta-malas: leve o carrinho de bebê ou a mala que você usa de verdade e teste. Os 410 litros são o principal motivo de arrependimento.
  • Versão diesel: só compensa para quem roda muito e faz estrada. Em uso urbano, o custo de manutenção não se paga.

E se você está de olho no que a Jeep lança por aqui enquanto isso, o carro da vez é o Avenger, que é bem menor e mira outro público.

Vale esperar 2028?

Depende do que te incomoda. Se o que te trava no Compass é o banco de trás ou o porta-malas, esperar faz sentido, porque a geração nova resolve os dois de forma clara. Se você quer um SUV médio bem construído, com peça fácil e preço que já parou de cair rápido, o Compass usado de 2017 a 2019 é o degrau mais honesto da lista.

A parte chata é achar a unidade certa, com histórico limpo e no preço da tabela, antes que alguém compre. Essa parte a hoov faz por você: salve a busca do Compass no ano que te interessa e a gente te avisa quando aparecer um por perto.

#jeep compass#suv medio#usados#fipe

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