Notícias
Mercado6 min de leitura

Chery confirma Freelander, Exeed e Luxeed no Brasil

A Chery confirmou Freelander, Exeed e Luxeed e vai reunir sete marcas no Brasil até 2028. Veja o que muda no preço do 0km e no valor do seu usado.

A Chery está prestes a virar o grupo com mais marcas de carro no Brasil. Segundo a Autoesporte, os chineses confirmaram a chegada de outras três fabricantes ao país até 2028: Freelander, Exeed e Luxeed. Somando o que já havia sido anunciado, são sete marcas de um mesmo dono disputando o mercado brasileiro.

A lista completa fica assim: Omoda, Jaecoo, Jetour, Lepas, iCaur, Freelander, Exeed e Luxeed. A Jetour, aliás, já mostrou a que veio com o T2, o jipão híbrido de R$ 340 mil. Para efeito de comparação, a Stellantis, que hoje lidera esse ranking, tem seis marcas por aqui: Fiat, Jeep, Ram, Peugeot, Citroën e Leapmotor. A ambição chinesa é declarada, uma espécie de Stellantis paralela.

Um detalhe que confunde bastante gente: a Caoa Chery, que vende os Tiggo no Brasil há anos, é uma joint-venture com o grupo brasileiro Caoa e não tem nada a ver com essa nova operação. São empresas, redes e lojas separadas.

As três novatas vão funcionar como a Lepas: ficam sob o guarda-chuva da Omoda Jaecoo Brasil, que cuida de rede de concessionárias, estratégia de produto e marketing. As lojas, essas sim, serão separadas, cada marca com identidade visual própria.

Freelander: o SUV que virou marca

Freelander 8 visto em três quartos traseiro, um SUV grande de carroceria retangular na cor preta com reflexos arroxeados, parado sobre um piso de concreto texturizado. A traseira vertical traz a palavra FREELANDER em letras espaçadas na tampa do porta-malas, lanternas escuras nas laterais, um spoiler no teto e um para-choque inferior em cinza-escovado. As rodas são de raios largos em duas cores e, ao fundo, aparecem árvores verdes, um muro de tijolos vazados e uma parede curva clara sob luz natural de fim de tarde.

Quem acompanha carro há um tempo lembra do Freelander como o SUV de entrada da Land Rover. Agora o nome virou uma marca inteira, e o primeiro modelo é grande de verdade. O Freelander 8 tem 5,12 metros de comprimento, 2,05 m de largura, 1,90 m de altura e 3,04 m entre os eixos. Ou seja: mais comprido, mais largo e mais alto que um Land Rover Defender 110.

O desenho bebe da primeira geração do Freelander, com linhas quadradas e a coluna traseira em formato bem característico. Embaixo está a plataforma iMAX, preparada para aceitar carro 100% elétrico, híbrido plug-in e híbrido em série (aquele em que o motor a combustão só gera energia e não move as rodas). A parte elétrica trabalha em 800 volts, o dobro do padrão mais comum, e a bateria, desenvolvida junto com a CATL, aceita recarga de até 350 kW. Na prática, é a receita que permite encher a bateria em minutos em vez de horas, desde que o carregador acompanhe.

Exeed: a divisão de luxo da Chery

SUV Exeed RX na cor prata, fotografado de traseira em tres quartos, estacionado no asfalto diante de um predio moderno de fachada geometrica clara e escura. O carro mostra o teto cupe caido, rodas grandes de liga bicolor em preto e prata, lanterna traseira em faixa continua com o nome EXEED na tampa do porta-malas e ponteiras de escapamento duplas cromadas na saia inferior. A luz do fim de tarde deixa o reflexo quente na lataria.

A Exeed não é nova: a Chery criou a marca em 2017 para vender SUVs premium, com motorizações que vão de gasolina a híbridos e elétricos. O catálogo tem os SUVs LX, TXL, RX e VX, e a marca já está se espalhando por América do Sul, Oriente Médio e Europa.

O mais conhecido é o RX, um SUV médio de teto cupê com 4,78 m de comprimento e 2,81 m entre-eixos. O conjunto híbrido plug-in é o mesmo que a Chery usa em outros SUVs, como o Jaecoo 7 e o Tiggo 8: motor 1.5 turbo a gasolina somado a dois motores elétricos. Existe ainda uma subdivisão chamada Exlantix, focada em elétricos e híbridos em série de luxo, com o sedã grande ES e os SUVs ET e ET8.

Luxeed: a marca com tecnologia da Huawei

SUV grande Luxeed R7, da parceria entre Chery e Huawei, fotografado em três quartos dianteiro dentro de um estúdio: a carroceria roxa perolizada, de linhas de cupê com teto baixo e caído, reflete a iluminação quente que vem de um fundo de tecido claro drapeado, sobre um piso de tábuas de madeira. A frente é limpa, sem grade tradicional, com uma faixa de luz fina atravessando os faróis horizontais, o nome LUXEED em letras espaçadas no capô e uma placa preta escrito R7. As rodas são aro grande de duas cores, com raios finos em preto e dourado, e no alto do para-brisa aparece o módulo do sensor lidar da tecnologia de condução autônoma.

Essa é a mais curiosa das três. A Luxeed nasceu de uma parceria entre Chery e Huawei: a Chery desenvolve e produz o carro, e a Huawei entrega a parte inteligente, incluindo o sistema de condução autônoma e o sistema operacional de bordo HarmonyOS.

Na China são três modelos. A V9 é uma van de luxo de quase 5,40 m, com sete lugares em configuração 2+2+3 e poltronas individuais na segunda fila, com reclinação, aquecimento e ventilação. O R7 é um SUV grande de 4,98 m, com versão híbrida em série que promete mais de 1.500 km de autonomia total e variantes elétricas que chegam perto de 500 cavalos. O S7 é um sedã elétrico do porte de um Porsche Taycan, com autonomia máxima anunciada acima de 800 km no padrão de medição chinês, que costuma ser generoso.

Os preços chineses, convertidos direto para real e sem impostos, frete ou margem, vão de cerca de R$ 175 mil a R$ 395 mil conforme o modelo. Isso serve para entender o posicionamento de cada marca, não como previsão de tabela brasileira.

O que sete marcas fazem com o preço

Mais gente brigando pelo mesmo cliente normalmente significa preço menor na vitrine. Boa parte disso já aconteceu: hoje o 0km mais barato do Brasil é chinês, e a régua continua descendo.

Só que quem paga essa conta não é a montadora, é o carro que já está na garagem. Quando o 0km cai, o seminovo de um a cinco anos fica espremido: ele não desvaloriza na mesma velocidade em que o novo barateia, e a diferença entre os dois praticamente some. A gente já mapeou quais modelos derretem mais rápido, e a lógica se repete aqui.

Vale lembrar também que marca nova não é sinônimo de marca permanente. O Brasil já viu chinesa chegar com festa e encolher depois — a JAC, uma das primeiras a desembarcar, hoje tem três lojas no país inteiro. De sete marcas anunciadas por um grupo só, é bem provável que nem todas cheguem inteiras em 2036.

O que fazer com essa informação

Se você compra 0km, o recado é esperar sentado: cada marca nova que entra empurra a tabela das outras para baixo, e a pressa custa caro. Se você compra usado, o recado é diferente e melhor. O carro que mais se aproveita desse movimento não é o seminovo recém-saído da concessionária, é o usado mais rodado, com sete, oito anos, que já sofreu toda a depreciação que tinha para sofrer e não depende de hype de lançamento.

E se a curiosidade for justamente pelo lado chinês, dá para experimentar sem apostar em marca que ainda nem abriu loja: um Caoa Chery Tiggo 5X Pro usado ou um Tiggo 8 usado já rodam por aqui há anos, com rede montada e histórico de manutenção conhecido. É aí que a hoov ajuda: ela junta os anúncios espalhados num lugar só e avisa quando aparece um dentro dos seus critérios. Que tal começar comparando essas duas buscas?

#chery#chinesas#mercado#lancamentos

Newsletter

Fique por dentro da hoov e do mundo dos carros

Escolha os assuntos que te interessam. A gente te avisa quando tiver algo que vale a pena — sem spam.

O que você quer receber?

Ao entrar na lista, você concorda com a nossa Política de Privacidade. A gente usa seu email só pra mandar essas novidades.