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DFM chega ao Brasil com garantia de 7 anos e 300 mil km, a maior do mercado

A chinesa DFM estreia no Brasil com os elétricos Box e Vigo, promete 11 carros até 2028 e chega com a maior garantia do mercado: sete anos ou 300 mil km.

A DFM, nome comercial da chinesa Dongfeng no Brasil, começou a operar por aqui durante o Festival Interlagos 2026. A pré-venda, com preços, abre nas próximas semanas, e as entregas e as primeiras lojas ficam para outubro. O plano anunciado é grande: 11 carros até 2028, divididos em três marcas.

Mas o número que mais interessa a quem compra carro no Brasil não é nenhum desses. É a garantia.

A garantia de sete anos muda a conta do usado

A DFM chega oferecendo sete anos ou 300 mil km de cobertura, com oito anos para os componentes do sistema elétrico. É a maior garantia entre as marcas chinesas que já operam no país:

  • DFM: 7 anos ou 300 mil km
  • BYD: 6 anos ou 200 mil km
  • Geely: 6 anos ou 150 mil km
  • GWM: 5 anos ou 200 mil km

Isso pesa direto no mercado de usados. Um carro com sete anos de garantia de fábrica ainda está coberto quando chega à revenda: um Box comprado em outubro deste ano chega a 2029 com quatro anos de garantia pela frente. Garantia que sobra é um dos poucos argumentos que seguram o preço de um carro elétrico na revenda, e era justamente onde as marcas chinesas ficavam devendo.

DFM Box

DFM Box Urban 2026, hatch compacto elétrico branco, visto de três quartos traseiro pelo lado esquerdo, em exposição sob as tendas brancas do Festival Interlagos: teto flutuante com antena tipo barbatana, aerofólio e vidro traseiro escurecidos, lanternas de LED unidas por uma faixa preta que atravessa a tampa do porta-malas, emblema da Dongfeng ao centro e o letreiro DONGFENG logo abaixo, placa traseira escrita apenas BOX, rodas de liga leve escuras de raios duplos e frisos pretos com filete claro na lateral; ao fundo, um balcão de madeira, palmeiras e o céu azul ao lado das colunas do autódromo.

O Box é o hatch compacto elétrico que abre a linha. Mede 4,02 metros de comprimento, com 2,66 m entre os eixos, o que rende um espaço traseiro melhor do que o comprimento sugere. O motor dianteiro entrega 95 cavalos e 16,3 kgfm, vai de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos e tem velocidade máxima de 140 km/h.

A bateria é de 43,9 kWh, de lítio-ferro-fosfato, e aceita recarga rápida de até 88 kW. Segundo a Quatro Rodas, a autonomia homologada no Inmetro é de 275 km. De série vêm central multimídia de 12 polegadas, rodas de liga de 17 polegadas, câmera de manobras de 540 graus, maçanetas escamoteáveis, vidros sem moldura e um pacote de assistências com frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e estacionamento automático.

O preço ainda não foi divulgado. A Autoesporte estima entre R$ 120 mil e R$ 140 mil, e a Quatro Rodas trabalha com a casa dos R$ 130 mil. Nessa faixa ele encara BYD Dolphin Mini, Geely EX2 e as versões de entrada do MG4.

DFM Vigo

DFM Vigo, o SUV compacto 100% elétrico da marca chinesa, fotografado em três quartos dianteiro. A carroceria é cinza-prata metálico, com para-lamas e saias inferiores em plástico escuro, teto contrastante com friso dourado, rodas de liga leve de raios duplos escuros com detalhes prateados e pneus de perfil alto. Na frente, faróis finos de LED ligados por uma faixa luminosa horizontal, capô alto e liso com o emblema circular da Dongfeng ao centro e uma placa branca em que se lê apenas VIGO. O carro está parado sobre piso de concreto claro em um evento de lançamento fechado, com estrutura metálica de treliça no teto e iluminação azulada ao fundo.

O Vigo é o SUV compacto elétrico, e é o mais completo dos dois. São 4,31 metros de comprimento, 2,72 m entre-eixos, 1,87 m de largura, 1,65 m de altura e 500 litros de porta-malas, volume de SUV médio em um carro de porte compacto.

O motor dianteiro rende 163 cavalos e 23,4 kgfm, o suficiente para ir de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos. A bateria de 51,9 kWh, também de lítio-ferro-fosfato, entrega até 470 km no ciclo europeu WLTP. A homologação brasileira do Inmetro, que costuma apontar números mais baixos, ainda não saiu.

Por dentro, multimídia de 12,8 polegadas, quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas, ar-condicionado automático, bancos dianteiros com ventilação e aquecimento, carregador de celular por indução de 50 W e banco traseiro bipartido com apoio de braço central. O porte é parecido com o do BYD Yuan Pro.

Onze carros, três marcas e uma fábrica em negociação

Além de Box e Vigo, a DFM confirmou os utilitários híbridos plug-in Mage e Huge para 2027. A Voyah, submarca premium, traz os SUVs Free, Taishan, Dream e Courage e o sedã Passion. A M-Hero fica com os off-road M-Hero 1 e M-Hero 2. São 11 modelos até 2028.

A estrutura de vendas começa com 47 lojas prontas e outras 60 em fase avançada, em 21 estados e no Distrito Federal, com acordos fechados com 32 grupos do setor. O primeiro lote, de cerca de 300 carros, deve desembarcar até o fim de setembro.

Sobre produção local, o CEO da Dongfeng nas Américas, Wang Jiong, afirmou que a empresa negocia uma parceria com Stellantis e Nissan e que a definição precisa sair até o fim deste ano. A montagem em regime CKD começaria em 2027, em fase de testes, com produção plena em 2028, já incluindo híbridos flex.

É o mesmo roteiro que outras chinesas seguiram por aqui: chegar importando, medir a resposta e depois montar no Brasil. No mesmo evento, a Leapmotor apresentou a versão híbrida do B10, em que o motor a gasolina não move as rodas.

Qual faz mais sentido hoje

Uma marca nova traz garantia maior e a chance de comprar algo que ninguém tem ainda. Traz também uma rede de assistência que está sendo montada agora e um valor de revenda que ninguém consegue estimar, porque não existe histórico.

O caminho mais previsível continua sendo o carro que já tem preço formado no Brasil, e os elétricos vêm ganhando espaço por aqui na contramão do mercado global. Só que a conta do seminovo elétrico ainda não fecha tão bem quanto parece: um Dolphin Mini GS 2024 está em R$ 100.255 na Fipe de agosto de 2026, contra R$ 121.024 do mesmo GS zero-quilômetro. São R$ 20.769 de diferença, ou 17%, por dois anos de uso e alguns milhares de quilômetros.

Se a pré-venda da DFM sair perto de R$ 130 mil, essa comparação fica ainda mais apertada. Vale abrir os anúncios, olhar o que o usado realmente pede hoje e decidir com os dois números na frente.

#dfm#eletricos#chineses#garantia

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