Quem sonha com uma picape média grande costuma travar no mesmo ponto: o preço do carro 0 km. Uma Ford Ranger ou uma Toyota Hilux nova, nas versões mais completas, custam caro. Só que existe um caminho bem mais em conta, e ele passa pelo usado.
A Volkswagen Amarok usada virou uma das picapes com melhor custo por tamanho no Brasil. Em bom estado, ela sai por menos que muita picape compacta nova: a Fiat Strada topo de linha chega a R$ 153.990, e a VW Saveiro Extreme, a R$ 136.490. Ou seja, dá pra ter uma picape maior, a diesel e de cabine dupla, pagando o mesmo ou até menos.
Separamos três versões que aparecem anunciadas a partir de R$ 100 mil (valores de julho de 2026, no Mercado Livre). Antes de olhar cada uma, vale entender por que a Amarok ainda encanta.

Por que a Amarok ainda vale a pena usada
O projeto tem 16 anos sem grande renovação, mas segue sendo referência em como anda: é a picape média que mais dirige como um carro de passeio, estável nas curvas e confortável. Parte do mérito é da tração nas quatro rodas o tempo todo (a VW chama de 4Motion), algo que nenhuma rival da época entregava do mesmo jeito. A capacidade de carga fica perto de 1 tonelada, na média da categoria.
Amarok Dark Label 2015/2016: a porta de entrada, por R$ 100 mil
A série especial Dark Label partia da versão intermediária e ganhava detalhes como santantônio na caçamba e faixas laterais. De equipamento, traz quatro airbags, faróis com luz diurna de LED e freios a disco nas quatro rodas. A central multimídia de 6,3 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay era opcional, mas muitas unidades têm.
Debaixo do capô, o motor 2.0 a diesel com dois turbos entrega 180 cavalos e força de sobra pra rebocar (até 2.400 kg). O consumo é bom pra uma picape a diesel: cerca de 8,9 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada. Anúncios partem de R$ 100 mil.
Amarok S Cabine Simples 2019: a de trabalho, R$ 103 mil
Se o foco é carga, essa é a escolha. Com cabine simples, o volume da caçamba salta pra 1.814 litros e a capacidade de carga chega a 1.139 kg, das maiores da categoria. Em compensação, o equipamento é o básico: direção hidráulica, ar-condicionado manual, controles de estabilidade e tração e banco do motorista com ajuste de altura. Nada de rodas de liga-leve ou som de fábrica.
O motor aqui é o 2.0 a diesel de um turbo só, com 140 cavalos, e câmbio manual de seis marchas. É honesto pro que se propõe. Um detalhe: a cabine simples é rara, porque a maioria foi vendida pra frota, então achar uma inteira pede paciência. Uma unidade 2019 aparece por R$ 103 mil.
Amarok Highline V6 2018: a mais desejada, R$ 130 mil
Aqui mora a fama da Amarok. A Highline topo de linha traz couro, ar-condicionado automático, rodas de 18 polegadas, faróis bixênon e um pacote de segurança caprichado (frenagem automática pós-colisão, controle de descida, bloqueio de diferencial). Mas o grande atrativo é o motor 3.0 V6 a diesel, que estreou em 2018 com 225 cavalos e um empurrão extra de potência de até 245 cavalos por alguns segundos.
O resultado é surpreendente pra uma picape: de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos, mais rápido que muito carro esportivo de entrada. A conta chega no posto: cerca de 8,4 km/l na cidade. Unidades 2018 partem de R$ 130 mil.
Antes de comprar uma Amarok usada
Picape a diesel envolve custo de manutenção mais alto que um carro comum: revisão, peças e o próprio seguro pesam mais. Vale checar o histórico de manutenção, o estado da parte de baixo (quem usou pra trabalho pesado pode ter castigado a suspensão) e pedir uma vistoria antes de fechar. É um carro que compensa pra quem roda muito ou precisa de carga, menos pra quem só quer se locomover na cidade.
Achar a versão certa, no ano certo e no preço certo é o trabalho chato. Na hoov você pesquisa a Amarok que quer, salva a busca e a gente te avisa quando aparecer um anúncio dentro dos seus critérios, sem precisar abrir dez sites todo fim de semana. Qual delas combina com você: a de trabalho, a de entrada ou a V6?


